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Coração diabético, como tratar?

14/12/2015

 

   Em um estudo apresentado em novembro, no encontro anual da Associação Americana do Coração, em Los Angeles, e publicado no periódico The New England Journal of Medicine, pesquisadores afirmam que a cirurgia aberta para a colocação de ponte de safena em pacientes diabéticos com doença coronariana, se mostrou mais eficaz do que procedimentos menos invasivos, como a angioplastia.

                  

   Coordenadas pelo Dr. Valentin Fuster, médico da Faculdade de Medicina Mount Sinai, nos Estados Unidos, 140 instituições do mundo todo acompanharam, durante cinco anos, 1900 pacientes, com idade média entre 63 anos, todos com diabetes e doença coronariana. O Brasil, por meio do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP – Incor, foi o país com o maior número de representantes, 200 pacientes participaram da pesquisa.

Entenda como foi feito o estudo

  Metade dos participantes foi submetida à cirurgia de ponte de safena, ou cirurgia de revascularização do miocárdio, que é realizada com a abertura do peito do paciente. A outra metade passou por uma angioplastia, em que feita uma intervenção coronariana percutânea, em que é colocado um stent (ou balão) na artéria obstruída para desbloqueá-la.

   O resultado final mostrou que o grupo que fez a cirurgia mais invasiva apresentou, em relação ao que foi submetido à angioplastia, menor número de mortes por causas diversas (10,9% ante 16,3%), menos problemas cardíacos (7% ante 11%), menor número de infartos (6% ante 13,9%) e necessitaram menos de novas intervenções (4,8% ante 12,6%).

   Entretanto, pacientes que se submeteram à cirurgia aberta tiveram uma índice maior de AVC (derrames cerebrais) em comparação à angioplastia (5,2% ante 2,4%).

  Mesmo assim, para o Dr. Fuster, as vantagens da técnica de cirurgia aberta foram surpreendentes e podem alterar as recomendações de tratamento para esses tipos de paciente.

   De acordo com o Dr. Marco Perin, cardiologista e gerente médico do Centro de Intervenção Cardiovascular do Einstein, os pacientes diabéticos nos quais a ponte de safena apresentou melhores resultados do que a angioplastia foram aqueles que possuem obstruções em várias artérias (lesão multiarterial).

   Um segundo ponto relevante, de acordo com o Dr. Perin, é que foram observados apenas pacientes com EuroScore (medida que avalia o risco que um indivíduo tem em morrer durante a cirurgia, dependendo da gravidade da sua doença) muito baixo, de 2,3 %. E quanto maior o EuroScore, mais se torna indicada a angioplastia, pois este paciente possui mais chances de ter complicações na cirurgia e até mesmo de morrer.

   Segundo o Dr. Robinson Poffo, cirurgião o coordenador do Centro de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva do Einstein, o resultado deste estudo não surpreende à comunidade cirúrgica, pois vários trabalhos já demonstraram a superioridade da cirurgia aberta sobre a angioplastia, no que diz respeito à evolução do tratamento destes pacientes no longo prazo.

    “Contudo, a escolha do caminho a ser seguido deve ser feita de forma personalizada, em que as escolhas são feitas a partir das condições clínicas do paciente. Recentemente, nós, da Cardiologia Einstein, incorporamos a filosofia do Heart Team na tomada de decisão, em que especialistas na área discutem e chegam a um acordo de qual o melhor caminho a ser seguido’, fala o Dr. Poffo.

   Outro avanço para o tratamento de doenças cardiovasculares foi a incorporação da cirurgia cardíaca minimamente invasiva e robótica, na qual, por meio de pequenas incisões, o cirurgião consegue tratar o coração do paciente. No final de 2011, o Einstein realizou a primeira cirurgia de revascularização do miocárdio (ponte de safena) com o uso da robótica. E este procedimento vem sendo realizado com sucesso em todos os tipos de pacientes, diabéticos ou não, e com resultados bastante eficazes.

   “É importante frisar que a cirurgia cardíaca também evoluiu, e que técnicas minimamente invasivas com o uso da robótica, num primeiro momento, podem ser aplicadas em qualquer tipo de paciente. Só quem pode definir qual é o melhor tipo de tratamento é o cirurgião que acompanha este paciente, baseado no histórico e nas características da doença de cada um e no estado de saúde em que ele se encontra,” finaliza o Dr. Poffo.

  O estudo, além de não esgotar o assunto, ainda não oferece uma explicação para a superioridade da cirurgia aberta em pacientes diabéticos, que ainda serão acompanhados por mais dois anos, para que seja feita uma conclusão mais eficaz sobre o tema.

   Um diferencial do Einstein é que todo paciente que realiza alguma intervenção coronária percutânea ou valvular por cateter no hospital é acompanhado por uma equipe de enfermeiros do Centro de Intervenção Cardiovascular, que, por contato telefônico ou por e-mail, rastreia sua saúde. Esses contatos acontecem um e seis meses após a intervenção, e depois anualmente, por um período que pode chegar a dez anos, além das consultas de rotina com seus cardiologistas.

 

Publicada em novembro/2012 pelo site do Albert Einstein.

 

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