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Streptococucus beta-hemolítico do grupo B

18/05/2016

 

    Os streptococcus são cocos Gram-positivos pertencentes à família Streptococacceae. São catalase negativa e se agrupam formando pares e cadeias. O Streptococcus agalactiae pertence ao grupo B da classificação de Lancefield. Uma característica importante dessa bactéria é a capacidade de produzir hemólise completa em ágar sangue (beta-hemólise) e, por isso, o S.agalactiae também  é conhecido como Streptococcus beta-hemolítico do grupo B O micro-organismo coloniza o trato  gastrointestinal  de seres humanos, o quela é um reservatório importante  e representa a fonte de colonização vaginal. Cerca de 10% a 30% das mulheres  grávidas apresentam colonização vaginal ou retal pelo micro-organismo. Embora possam  ocorrer infecções do trato urinário, a maioria das grávidas apresenta colonização assintomática.

    A infecção por S.agalactiae é uma importante causa de doença invasiva grave em recém-nascidos, sendo sepse e pneumonia as mais frequentes. Infecção como meningite, osteomielite e artrite séptica também podem ocorrer. A maioria destas infecções inicia-se precocemente e ocorrem a primeira semana de vida. Entretanto, as infefecções podem se manifestar tardiamente, até o terceiro mês de vida,especialmente os casos de meningite.

                          

    As infecções ocorrem após o contato com a mucosa vaginal da mãe colonizada durante o nascimento, mas também pode ocorrer de forma intrauterina, por transmissão ascendente. A maioria dos bebês que são expostos durante o nascimento é colonizada na pele e mucosas, mas permanecem assintomáticos. A colonização do recém-nascido durante o parto é o maior fator de risco para o desenvolvimento de infecções neonatais. Outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento de infecções precoces são a idade gestacional inferior a 37 semanas, infecção intra-amniótica, gravidez em mulheres muito jovens e baixos níveis de anticorpos maternos anticapsulares.

    Na década de 90 houve uma significativa  redução nos índice de infecções neonatais causadas pelo Streptococcus do grupo B, após a adoção da prática de antibioticoprofilaxia intraparto. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) recomenda que a antibioticoprofilaxia seja realizada em todas as grávidas colonizadas pelo Streptococcus beta-hemolítico do grupo B, confirmada pela cultura, realizada a partir da 35 semana  de gestação e em todas as grávidas que não foram submetidas à cultura de triagem e apresentarem algum outro fator de risco, como por exemplo, prematuridade. Esta prática é fundamental, mas deve ser adotada apenas quando necessário, para evitar o surgimento de cepas resistentes. Apesar de testes rápidos de detecção serem disponíveis, os mesmo apresentam baixa sensibilidade e, por isso, não são adequados para  substituir a cultura  como teste de triagem. Assim, o isolamento da bactéria é de grande importância na determinação da necessidade de antibioticoprofilaxia.

    Como não há relatos de resistência, a penicilina é o antibiótico de escolha para a profilaxia intraparto. Entretanto,  em pacientes alérgicas e com risco  de reações anafiláticas são necessárias outras alternativas terapêuticas. Eritromicina e clindamicina têm sido usadas nestes casos, mas após 1996 cepas resistentes a estes antimicrobianos começaram a surgir, tornando necessária a realização do teste de suscetibilidade aos antimicrobianos. Apesar de ser uma alternativa, por ser um antibiótico de largo espectro, a vancomicina deve ser reservada para os casos de pacientes com alto risco  de anafilaxia, quando não for conhecida a suscetibilidade do S.agalactiae aos macrolídeos e clindamicina ou nos casos de resistência aos mesmos.

 

        Isolamento do micro-organismo

 

    A cultura para S.agalactiae em amostras vaginais e retais de mulheres durante a gravidez pode detectar a colonização pelo  micro-organismo, o que é de fundamental importância  na prevenção  de infecções nos neonatos . A coleta nos dois síteos (vaginal e anal) aumenta a sensibilidade de  detecção. Amostras cervicais não são recomendadas, bem  como o uso de espéculo em mulheres grávidas para a obtenção das amostras vaginais.

    Como a colonização pelo S. agalatiae é transitória, as amostras para  o cultivo dovem ser obtidas no final da gestação, entre a 35 e 37 semana. As  amostras coletadas por meio de swabs devem ser conservadas em em meio de transporte como, por exemplo, o meio de Stuart ou de Amies até que sejam processadas. Qaundo nestes meios as amostras são estáveis por até 4 dias a temperatura ambiente, não comprometendo a recuperação do S. agalactiae.

    O cultivo  é realizado em meios de cultivo seletivos para o isolamento do Streptococcus agalactiae, o que otmiza o isolamento inibindo o crescimento de contaminantes. Os procedimentos de culturae identificação do  S.agalactie são relatiamente rápidos, tornando possível a realização nas últimas semanas da gestação. A determinação do teste de suscetibilidade a antimicrobianos deve ser realizada especialmente nos casos de pacientes qe apresentam histórico de alergia à penicilina.

                  

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