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Urocultura

20/12/2015

Introdução

      

    A Infecção do Trato Urinário (ITU) está entre as doençãs ais frequentes em pacientes ambulatoriais. Também respondem por uma parcela significativa  das infecções hospitalares.

    São consideradas infecções do trato urinário tanto a bacteriúria assintomática quanto  a infecção sintomáica com invasão e inflamação das vias urinárias.

    A invasão do trato urinário ocorre por infecção ascendente (migração bacteriana através da ureta até a bexiga, ureteres e rins) e, ocasionalmente, por via hematogênica ou linfática. O processo infeccioso pode acometer parênquima e pelve renal, bexiga, ureteres, ureta, próstata e epidídimo, sendo na grande maioria das vezes causadas por bactérias e, menos frequentemente, por fungos e vírus.

    A evolução clínica das infecções urinárias depende basicamente da virulência do micro-organismo, da resistência do hspedeiro e da eficácia do tratamento antimicrobiano instituído.

    A maioria dos casos de ITU podem  se classificados em cistie aguda, pielonefrite e infecções complicadas. A cistite ocorre geralmente em mulheres jovens, mas pode ocorrer também em homens, mulheres idosas e crianças. Os sintomas típicos são disúria, frequência e urgência urinária, micção em pequenos volumes. incontinência e dor pélvicae suprapúbica.  Na pielonefrite ocorre o acometimento do  parênquima renal à invasão bacteriana. Os sintomas incluem os já  mencionados na cistite, além de febre, dor lombar e abdominal. Entretanto, estudos que comparam os sintomas clínicos com a localização da bactéria no trato urinário demonstram baixa correlação entre as manifestações clínicas e o sítio da infecção. Os fatores de risco para as infecções complicadas são sexo masculino, gravidez, diabetes, imunossupressão, infecções urinárias nosocomiais, uso recente de antibióticos, anormalidades estruturais, obstruções como cálcio e instrumentação do trato urinário.

    As infecções do trato urinário devem ser diferenciadas de outras patologias, nas quais a disúria pode ser o sintomaprominente, especialmente em vaginites, uretrites e doenças sexualmente transmissíveis.

    Os procedimentos corretos de coleta a interpretação da urocultura, bem como a correlação entre os exames afins, como o Gram e urina rotina, são decisivos para estabelicer o diagnóstico preciso e o tratamento eficaz para a maioria das infecções urinárias.

 

Rotina Laboratorial Urocultura

    A cultura de urina é o padrão ouro para o diagnóstico e orientação terapêutica para a maior parte das infecções do trato urinário. Consiste no isolamento e identificação do  agente etiológico e permite a realização do teste de suscetibilidade a antimicrobianos. O Gram de uma gota não centrifugada de urina é útil para a detecção de bacteriúria, determinando as características morfo-tintoriais do micro-organismo envolvido e orientando na instituição da terapêutica antimicrobiana empírica até que os resultados da cultura sejam disponibilizados.

    Classicamente condisera-se uma urocultura positiva amostras com quantitativas superiores a 100.00 Unidades Formadoras de Colônias por mililitro (UFC/ml) de urina. Entretanto, quantitativas de 100 UFC/ml de urina em mulheres sintomáticas pode ser considerada significativa dependendo do micro-organismo isolado. Já para homens sintomáticos a contagem se eleva para 1.000 UFC/ml de urina.  Nos dois casos é importante avaliar a pureza do crescimento bacteriano. Em crianças febris ou em paciente com suspeita de síndrome uretral aguda qualquer contagem de colônias deve ser considerada inferindo a presença de infecção, especialmente se a amostra for abitda por técnica estéril.

    O principal agente etiológico das infecções do trato urinário é a Escherichia coli, correspondendo a 80% dos casos. Entretanto, outras enterobactérias como Klebsiella pneumoniae, Proteus mirabilis, Enteribaceter spp. também são importantes agentes especialmente em ITU recorrentes. Outros grupos de micro-organismos como Staphylococcus saprophyticus, Enterococcus spp. e Streptococcus agalactiae também são comumente isolados.

    O teste de sensibilidade torna-se fundamental no tratamento de infecções urinárias recorrentes, crônicas e complicadas. É recomendado também para micro-organismos cuja sensibilidade não é previsível.

 

Coleta

            

    A coleta de urina é uma etapa fundamental para a qualidade da rotina laboratorial. Todas as instruções devem ser rigorosamente seguidas, a fim de obter uma amostra representativa, evitando a necessidade de recoleta, o que pode atrasar ou mesmo inviabilizar o diagnóstico.

    É recomendável coletar a primeira amostra de urina da manhã ou com intervalo de 4 horas entre as micções, fazendo higiene da genitália com água e sabão. Nas mulheres, lavar e secar sempre de frente para trás. Não é recomendável o uso de tamponamento (absorventes internos) para a coleta de urina no período menstrual. Nos homens lavar retraindo o prepúcio para uma adequada limpeza do meato uretral.

    Deve-se  desprezar o primeiro jato e, sem interromper a micção, clher o jato médio sem encostar o fraco de coleta na região genital. Este procedimento ajuda a eliminar os potenciais contaminantes presentes na ureta.

    O frasco deve  estar ciente de que o prazo de entrega da urina no laboratório deve ser de 1 hora em temperatura ambiente ou refrigerada, caso a coleta seja realizada fora  das dependências do laboratório.

    As crinanças não devem estar em uso de pomadas no dia da coleta de urina. Caso seja necessário o uso de coletor, o mesmo deve ser colocado após higienização adequada, e deverá ser trocada de 30 em 30 minutos até aque a criança urine. A higienização deve ser repetida sempre que for necessário trocar o coletor. Após a coleta, transferir a urina imediatamente e assepticamente para o frasco de boca larga.

 

Conservação para transporte

    O uso de laminocultivos comercialmente disponíveis no mercado com uma grande variedade de combinações de meios de cultivo é uma boa alternativa para o envio e a consevação adequada de amostras de urina. Para laboratórios que possuem postos de coleta distantes, este procedimento tem maior praticidade e menor perda da acuidade no exame, já que ele evita a proliferação de micro-organismos contaminantes na amostra in natura.

    Imediatamente após a coleta em frasco de bocalarga, o laminocultivo deve ser mergulhado na urina, de  modo que toda sua extensão entre em contato  com a mesma. Se o volume de urina não for suficiente para imersão do laminocultivo, dispensar  a amostra diretamente sobre os meios utilizando uma seringa ou pipeta estéril. Em seguinda deve-se encostar a parte inferior do lamincultivo em um papel absorvente, para eliminar de urina. Retornar o laminocultivo ao frasco original e manter a temperatura ambiente até o processamento.

    É importante que no frasco não  haja qualquer resquício de urina, pois a proliferação bacteriana pode contaminar os meios de cultivos e interferir na interpretação do exame.

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