Proteína
C-reativa
Proteína C-reativa
ultra sensível
Novo
teste para avaliação de doença aterosclerótica
e risco cardiovascular.
A
proteína C-reativa (PCR), classicamente utilizada como proteína
de fase aguda, tem seus níveis séricos aumentados em decorrência
de múltiplos fatores, geralmente relacionados a processos inflamatórios
e infecciosos. Estudos recentes mostraram que a dosagem da PCR por
metodologias de alta sensibilidade (limite de detecção inferiores
a 0,1 mg/dL) pode ser utilizada para avaliação do risco cardiovascular
de forma independente dos outros fatores de risco já conhecidos.
Quando a PCR é utilizada para essa avaliação de risco de doença
cardiovascular, o valor de referência mais comumente usado é de
PCR sérica inferior a 0,3 mg/dL. É importante ressaltar que a maioria
dos métodos rotineiros que dosam essa proteína têm um limite de
detecção de 0,4-0,5 mg/dL, sendo adequados para a utilização clínica
tradicional da proteína C-reativa, ou seja, avaliação de inflamação/infecção,
mas não são sensíveis o suficiente para a avaliação da proteína
C-reativa como indicador de risco cardiovascular.
Hoje,
sabemos que metade de todos os infartos do miocárdio ocorrem em
pessoas com níveis de lipídios plasmáticos normais. Vários estudos
têm mostrado que o risco aumentado se associa com níveis de proteína
C-reativa elevados, o que está relacionado com as evidencias recentes
de que a aterosclerose é, em parte, uma doença inflamatória. Quando
combinada a outros marcadores de risco cardiovascular, como o colesterol
total e a relação colesterol total/HDL-colesterol, ela tem um efeito
aditivo, aumentando consideravelmente o valor preditivo desses testes.
Atualmente, a proteína C-reativa é considerada um forte marcador
independente, superando, entre outros, a dosagem de colesterol total,
apolipoproteína B-100 e homocisteína.
Esses
e outros estudos indicam que a dosagem PCR por método ultra-sensível
pode contribuir tanto para a identificação de identificação de indivíduos
ainda assintomáticos, mas com risco de desenvolver doença cardiovascular
em decorrência da aterosclerose, e possibilitar a adoção medidas
de prevenção primária, quanto para o acompanhamento e implantação
de medidas de prevenção em pacientes com doença cardiovasculares
pré-existente.
::.
Quadro: Resumo de observações relevantes de vários estudos sobre
a PCR ultra-sensível .::
1-
Os níveis séricos da PCR são relativamente estáveis no decorrer
do tempo, exceto após um episódio de inflamação ou infecção agudas.
Nesses casos, sua dosagem, para o propósito de avaliação de doença
aterosclerótica, só deverá ser feita 2 a 3 semanas após o térmico
do episódio inflamatório ou infeccioso agudo. Seus níveis não são,
geralmente, afetados por medicações.
2-
Seu valor preditivo de futuros eventos de doença cardiovascular
é independente de outros fatores de risco conhecidos, incluindo
lipídios e outras medidas não invasivas de doença aterosclerótica
subclínica.
3-
A PCR é útil como marcador de risco cardiovascular, tanto em homens
como em mulheres de meia-idade, bem como em idosos.
4-
Alguns estudos indicam que os níveis de PCR parecem identificar
os indivíduos que se beneficiarão mais com intervenções terapêuticas
de profilaxia primária (aspirina), bem como para monitorar um provável
efeito antiinflamatório no tratamento com drogas do grupo das statinas,
que inibem a síntese do colesterol.
5-
Outros estudos têm mostrado que a PCR tem valor preditivo no risco
de eventos futuros em pacientes com síndromes coronarianas agudas
(infarto do miocárdio e angina instável), bem como na angina estável
e em pacientes com stents coronarianos.
6-
Do ponto de vista laboratorial, a dosagem da PCR ultra-sensível
está padronizada e já tem a sensibilidade adequada para essa utilização,
além de custo relativamente baixo nessa classe de exames.
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