PSA
total - PSA livre
Melhorando tanto
a sensibilidade como a especificidade
Uma
fez que não existe cura para o câncer de próstata,
detectar a doença enquanto ela esta localizada, confinada
ao órgão, é a melhor esperança de melhorar
a taxa de mortalidade de pacientes afetados.
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Todos os homens de 50 anos ou mais.
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Homens entre 40 e 49 anos, que sejam negros ou tenham
história familiar de câncer de próstata. |
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O
toque retal não provê a desejável sensibilidade
e especificidade para a detecção precoce do
câncer de próstata. A ferramenta clínica
mais efetiva para o diagnóstico e monitoramento do
câncer de próstata é o teste de porcentagem
de antígeno prostático específico livre
(PSA). No entanto, uma vez que o PSA não é específico
para o câncer, o conceito da porcentagem livre de PSA
(proporção de PSA livro do soro) foi introduzido.
::.
Introdução .::
O
câncer de próstata é uma doença
freqüente e mortal, que se tornou o principal assunto
de saúde para a sociedade, médicos e organizações
de saúde no mundo todo. Por esta razão clínicos
e pesquisadores uniram seus esforços para melhorar
nossa compreensão desta doença.
Hoje, há em consenso de que não havendo nenhuma
terapia curativa, quando a doença extrapola os limites
do órgão, a melhor maneira de melhorar as taxas
de mortalidade desta doença é detecta-la enquanto
está num estágio localizado, confinada ao órgão.
Determinar o modo mais efetivo e apropriado de se alcançar
este objetivo tem sido o ponto de discussão há
anos na urologia. Por décadas, os urologistas acreditaram
que o toque retal (TR) era suficiente para detectar e monitorar
o câncer de próstata.
No
entanto, o tempo provou que o TR não supre a especificidade
e sensibilidade desejáveis para uma detecção
precoce da doença. O desafio de se detectar o câncer
de próstata num estágio inicial e curável
levou à descoberta de uma glicoproteína, conhecida
hoje como antígeno prostático especifico (PSA). |
| O
PSA não somente trouxe um nova era para a detecção
do câncer de próstata, como também se
posicionou como a ferramenta mais confiável no diagnostico
e monitoramento de câncer.
Apesar de tudo, o PSA não é especifico para
câncer e por si só não pode ser considerado
o marcador tumoral perfeito para a detecção
precoce deste tipo de câncer. Como meio de otimizar
o uso clínico do PSA, conceitos como a densidade do
PSA (PSAD), a velocidade do PSA (PSAV) e valores de referência
específica por idade têm sido desenvolvidos e
testados na prática médica. Apesar de úteis,
estes teste não atingem todas as questões.
Mais recentemente, o conceito de porcentagem de PSA (proporção
de PSA livre no soro) foi introduzido como uma tentativa de
melhorar a especificidade do PSA, enquanto preserva sua sensibilidade.
Neste artigo, discutimos a utilidade da porcentagem de PSA
livre na melhoria da sensibilidade e especificidade do teste
de PSA.
Como algoritmo da detecção precoce do câncer
de próstata utilizando o TR, o PSA total e a porcentagem
de PSA livre, veja a tabela. |
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O papel do PSA no diagnóstico do câncer de próstata
.::
O
PSA se tornou o marcador tumoral clinicamente mais útil
para a detecção precoce e classificação
do câncer de próstata, tanto quanto no monitoramento
da resposta à terapia. Apesar de único, o PSA
possui importantes limitações que o impedem
de ser um marcador tumoral perfeito. Devido ao PSA não
ser câncer-específico, os níveis sorológicos
de PSA acima do normal não são patognomônicos
para o câncer de próstata.
Além disso, valores dentro do espectro de referencia
nem sempre são indicativos da ausência de câncer.
Apesar de tudo, vários estudos têm mostrado que
o PSA sozinho detecta um número de malignidades maior
do que o toque retal ou qualquer outro parâmetro isolado.
Mais importante, a maioria dos tumores detectados pelo PSA,
possuíam apresentações histopatológcas
de câncer clinicamente importante, com risco de vida.
Para detectar o câncer de próstata confiavelmente
num estágio inicial, é utilizado um baixo valor
de corte na sorologia do PSA nos programas de rastreamento
(4,0 ng/ml). Este valor de corte está associado com
um número considerável de achados falso-positivos
e falso-negativos (taxas de 65% falso-positivos e 20% falso-negativos),
demonstrando a inabilidade do teste em discernir o câncer
de próstata da hipertrofia prostática benigna
(HPB).
Além disso, pelo menos 20% dos homens com câncer
de próstata comprovado por biópsia na época
do diagnóstico, apresentam concentração
sorológica de PSA dentro do aspecto de referência
de 0,0 ng/ml a 4,0 ng/ml. |
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Microscopia
eletrônica de célula prostática cancerosa |
Sendo
a concentração sorológica de PSA total
o único critério de diagnostico, os cânceres
daqueles pacientes não teriam sido detectados.
Nitidamente, as imunotécnicas presentemente empregadas
na determinação da concentração
sorológica de PSA possuem habilidade limitada para
distinguir câncer de próstata inicial de alterações
benignas da próstata. Os esforços para aprimorar
tanto a sensibilidade como a especificidade do teste de PSA
levaram à descoberta de diversas formas moleculares
de PSA no soro humano. A concentração destas
formas pode variar de acordo com os estados patológicos
específicos presentes na próstata. |
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Indicações do PSA livre (f-PSA) .:: |
O
PSA livre corresponde a 10% - 40% do PSA total.
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Se a relação f-PSA/PSA total for menor
que 25%, a probabilidade do paciente ter câncer
de próstata é de 33%.
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Se o PSA Total estiver entre 4 a 10 ng/ml e a relação
f-PSA/PSA total for maior que 25%, o diagnóstico
mais provável é a hiperplasia prostática
benigna.
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É muito útil nos homens em que os testes
de PSA estão na zona cinzenta (4 a 10 ng/ml).
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Ajuda a diferenciar o câncer de próstata
da hiperplasia benigna e aumenta a sensibilidade e especificidade
do PSA como marcador tumoral.
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Inervação
da próstata com tumor |
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Resumo
.::
Pesquisas cientificas e clínicas básicas continuam
a procurar por novos caminhos para aprimorar a utilidade clínica
do PSA. Como ele não é específico para
câncer e o câncer de próstata se desenvolve
no homem numa idade em que outras condições benignas
têm maior prevalência, vários métodos
para melhorar a sensibilidade e especificidade do teste de PSA
estão sendo estudados.
A utilização da porcentagem livre de PSA é
recomendada como meio de distinguir entre pacientes com câncer
de próstata inicial e aqueles com nível total
sérico de PSA em 4,0 e 10,0 ng/ml. Neste espectro, a
porcentagem de PSA livre melhora a performance do teste de PSA
em 20% a 25%.
Com o nível de PSA total de 4,0 ng/ml ou menos, a porcentagem
de PSA livre acentua a detecção do câncer
de próstata, com um incremento aceitável do número
de biópsias realizadas.
Quando o valor de PSA total é ligeiramente elevado (4,1
- 10,0 ng/ml), a porcentagem de PSA livre diminui o número
de biópsia desnecessárias.
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Microscopia
eletrônica de células prostáticas cancerosas |
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Pielografia
intravenosa de adenoma prostático |
Ambos
resultados são altamente desejáveis quando se
tenciona diagnosticar o câncer de próstata em
um estágio confinado ao órgão. Independentemente
da abordagem utilizada o teste de PSA está nitidamente
detectando mais cânceres de próstata confinados
no órgão, clinicamente importantes e curáveis.
Finalmente, avanços no emprego deste método
de detecção, poderão levar a uma redução
na taxa de mortalidade associada ao câncer de próstata.
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