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Troponina I
Marcador específico da lesão miocárdica

 

::. Introdução .::
A síndrome coronariana aguda abrange um espectro que vai da angina, onde há injúria do tecido miocárdio reversível, ao infarto agudo do miocárdio (IAM), onde ocorre necrose tecidual irreversível. Aumento seriado de enzimas, sugestivas de lesão miocárdica, é um dos critérios diagnósticos do IAM. A creatinoquinase MB (CK-MB) tem sido a determinação mais utilizada, mas não é específica do músculo cardíaco. Assim, a troponina tem surgido como um marcador mais específico, que permite estratificação de risco no IAM.
A OMS indica para o diagnóstico do IAM a presença de no mínimo dois dos seguintes achados: exame clínico sugestivo; evolução eletrocardiográfica típica; aumento seriado de enzimas cardíacas. Ressalta-se que apenas 40 a 60% dos pacientes com IAM apresentam alterações eletrocardiográficas, o que aumenta as expectativas sobre os marcadores bioquímicos.

::. Características da CK-MB .::
Dosagem única de CK-MB tem sensibilidade d 50% à entrada do paciente no pronto socorro, sendo que medidas seriadas aumentam sua sensibilidade para 90%. É detectável em 4 a 6 horas após lesão miocárdica, ocorrendo pico em 12 a 24 horas, e retorno a níveis normais em 2 a 3 dias. A CK-MB corresponde a 20% do total da creatinoquinase presente no miocárdio, e 3% da creatinoquinase presente na musculatura esquelética, podendo-se encontrar níveis elevados em pacientes com doenças e traumas da musculatura esquelética.

::. Troponinas .::
As troponinas T (cTnT), I (cTnI) e C participam do complexo que regula a contração muscular, estando ligadas, juntamente com a tropomiosina, à actina. O American College of Cardiology e a American Heart Association citam a utilização dos ensaios de troponinas como marcadores cardíacos preferidos em todos os pacientes com precordialgia, caso estejam disponíveis.

::. Troponina T versus Troponina I .::
A maioria dos consensos não mostram claras diferenças, na sensibilidade, entre os ensaios de cTnT e cTnI.
Entretanto os ensaios de cTnT, apesar de permanecerem alterados por mais tempo, apresentam como desvantagens permitir avaliações apenas qualitativas, além da sua menor especificidade.

::. Características da Troponina I .::
A cTnI é detectável em 4 a 6 horas após a lesão miocárdica, com pico em 12 a 18 horas, permanecendo elevada por 6 a 10 dias. Como a CK-MB, é pouco sensível nas primeiras 4 horas após início dos sintomas, tendo sensibilidade maior de 96% em 6 horas. Após 7 horas, sensibilidade de 100% é descritiva. Dessa forma, medidas seriadas tem maior poder diagnóstico. Elevações de 20 a 50 vezes em relação aos valores de referência são encontradas no IAM. Cerca de 30% dos pacientes com comprovação posterior de IAM, que apresentam precordialgia, sem alteração segmento ST, têm CK-MB normal e troponina elevada.
Estudos clínicos afastam as interferências de lesões musculares esqueléticas nos ensaios de cTnI, e mostram especificidade próxima a 100% para esse ensaio.
Além de evidenciar necrose miocárdica, mais significativa, no IAM, a cTnI pode se elevar em pacientes com angina instável, denotando uma “lesão miocárdica mínima”. Cerca de 36% dos pacientes com angina instável apresentam níveis elevados de cTnI, embora estejam em níveis mais baixos que no IAM. Esses pacientes que apresentam cTnI elevada têm risco de mortalidade 5 vezes maior dos que não a apresentam.
Em pacientes com insuficiência cardíaca e insuficiência renal aguda, valores moderadamente elevados de cTnI podem ser encontrados, sendo questionável a presença de “lesão miocárdica mínima” nesses. Outras causas de necrose miocárdica como miocardite, trauma, esclerodermia, também elevarão a troponina. Deve-se ressaltar, que apesar do bom desempenho dos ensaios de troponina no diagnóstico do IAM, esses não podem ser utilizados como marcadores únicos do IAM
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